Contra o racismo e a exclusão – manifestação nacional
6 de Abril 2013, 14:00, Hamburg Hauptbahnhof (estação ferroviária central)

O racismo cotidiano
O racismo está presente na Alemanha em muitos lugares. Ele não está sendo praticado só por alguns (neo-)nazistas isolados, mas sim há raízes na sociedade, na política, na mídia e nas sciencias. Termos discriminadores, que por exemplo vejam só a utilidade économica do ser humano e a redução do Islam a „assassinato de honra“ ou „terrorismo“ contribuem a criar um clima anti-social, que culmina em violencia cruel como vimos no atentado de Rostock-Lichtenhagen e os assassinatos pelo „NSU“.

O racismo legislativo criminaliza, marginaliza e mata
Várias leis racistas marcam refugiad@s como seres humanos inferiores. A liberdade de ação não existe para elas_eles, sendo forçad@s de viver em campos. Elas_eles não podem sair da região da residência designada („Residenzpflicht“). Não há o direito de trabalho para refugiad@s e os direitos à educação, às ajudas sociais e a medicina estão sendo limitados. Em cima disso, há a ameaça permanente da expulsão do país.

E o direito ao asilo?
Há 20 anos, o direito ao asilo praticamente foi abolido na Alemanha. O direito ao asilo existe so para refugiad@s que nao vieram para a Alemanha por um outro país, que é quase impossível, se não vier de avião. Em vez de assumir a responsabilidade para muitos causas para a fuga, a Alemanha continua fechar ainda mais as fronteiras para refugiad@s.

Fortaleza Europa
Mas a agressão aos refugiad@s já começa antes que chegar na Alemanha e na Europa: Desde 1993, a União Europea está fazendo uma guerra não declarada a refugiad@s e migrantes que já provocou 16,000 vítimas, segundo a ACNUR (Agência da ONU para os refugiados). Só em 2011, 2,000 pessoas morreram durante a passagem pelo mar mediterrâneo, isto sendo só o número oficial. A Frontex (Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia) está controlando junto com o exército e a polícia as fronteiras externas e o mar mediterrâneo com cercas enormes, vigilância eletronica, prisões e operações diretas. A recusa de ajudar refugiad@s em naufrágio mostra, que a crueldade já virou um método para intimidar migrantes. É impossível tirar a liberdade de ação do ser humano, mais o sofrimento está sendo cada vez maior.

O interesse do sistema capitalista no racismo
Para a classe dominadora o racismo é muito útil: Para a política externa ele serve como fundamentação para interesses militares e estratégicos. Com preconceitos racistas de outros países, a política de guerra do governo alemão ganha mais agrado no povo. Na Alemanha mesmo, uma ideologia racista protege o sistema e esconde as origens da injustiça social: Assim, a raiva legítima contra essa injustiça não resulta em protesto contra a sociadade de classes, mas sim acha bodes expiratórios nos migrantes. A separação de „nós“ e „os outros“ ajuda na exploração de migrantes, no uso de vigilância eltrônica em espaços públicos, controles policias (racistas), etc.

O racismo é com tod@s nós!
É claro, que nós deviamos ter acabados com o racismo há muito tempo. Mas o racismo está se reproduzindo tanto, porque ele não só discrimina pessoas, mas também privilege outros. Preconceitos racistas afetam decisões cotidianos: Quando uma pessoa não consegue um apartamento para alugar por causa do seu nome „estrangeiro“, uma outra pessoa vai receber esse apartamento, por exemplo. Então, a luta contra o racismo é com tod@s nós e tod@s devem ajudar ganhar essa luta. Cada pessoa pode começar de reconhecer e mudar preconceitos e palavras e ações racistas na própria vida.

Hamburgo – o portão para o mundo?
Hamburgo se apresenta como cidade aberta a outras culturas e portão para o mundo. No 02/06/2012, quando os nazistas marcharam em Hamburgo, o prefeito Olaf Scholz (SPD)só repetiu que Hamburgo é muito tolerante.
Mas foi o SPD que prolongou e ainda ampliou o contrato do campo de refugiad@s em Horst. Lá, @s refugiad@s estão isolad@s da sociadade, sem acesso direito a conselho, advogados, apoio médico ou educação.
Também no tratamento dos Roma, o governo de Hamburgo mostra uma rigidez cruel. Os Roma estão sendo perseguidos por séculos e foram assassinados sistematicamente durante o governo nazista. Hoje em Hamburgo, os Roma estão sendo expulsados para a Sérvia, a Macedónia e o Kósovo, onde elas_eles enfrentam discriminação e violência racista. Em 2011 e 2013, 256 pessoas foram expulsados de Hamburgo para Sérvia e Macedónia. Mas que 400 pessoas foram obrigados a sair „voluntariamente“. E até as 13 famílias romaneses que lutaram juntas contra a expulsão em 2011/12 (também com petições ao parlamento hamburgûes) foram todas, menos uma família, expulsadas.

Na Luta contra o racismo – solidariedade com a greve dos refugiad@s!
Sempre há pessoas que resistam ao racismo cotidiano e ficam lutando para um vida melhor. No movimento para a defesa dos diretos d@s refugiad@s, pessoas de varios países se reuniram para se manifestar contra as condições de vida inumanas, que afetam elas e eles diretamente. @s refugiad@s se mobilizam para liberdade, igualdade e justiça. Nós estamos apoiando absolutamente as demandas dessas manifestações!

– Parem todos os expulsos!
– Abaixo com a „Residenzpflicht“ (movimentação livre para tod@s)!
– Abaixo com os campos de isolação!
– O reconhecimento de tod@s @s requerentes de asilo como refugiad@s
    políticos!

Vamos ficar unid@s! – Junt@s vamos lutar para uma sociedade solidária, livre de qualquer forma de racismo! Queremos um mundo que cuida do ser humano com suas necessidades e que acabe com a importância do lucro financeiro e com as hierarquias antigas!